
O fator individualização nas mudanças estruturais do consumo, varejo e serviços
A individualização já vinha se consolidando como tendência estrutural, impulsionada pela tecnologia, pela fragmentação cultural
Articulista
fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, ecossistema de consultorias, soluções e serviços que atua em todas as frentes do setor de consumo, varejo e…

A individualização já vinha se consolidando como tendência estrutural, impulsionada pela tecnologia, pela fragmentação cultural

Com a aceleração digital e a chegada da IA, a loja ressurge com novo protagonismo, sendo mais inteligente, integrada e centrada em dados e pessoas.

Você entra na loja de veículos e a música sintoniza o que mais agrada ao seu gosto pessoal

No período pré-pandemia, o foodservice já vivia forte expansão global pelas transformações de hábitos e atitudes

Da forma como se possa enxergar e entender a realidade em transformação na China, é importante considerar seus impactos em outras economias, e, no caso do Brasil, pelo fato de aquele ser o maior e mais importante parceiro do País no comércio bilateral.

Da mesma forma como íamos beber na fonte do maior mercado e varejo do mundo, nos Estados Unidos, há 35 anos, agora é fundamental também acompanhar o mercado que poderá liderar o consumo e o setor nos próximos 35 anos.

Politicamente comunista, mas economicamente capitalista, a China tem surpreendido pela rapidez de seu crescimento nos últimos 50 anos. E demonstra disposição e foco em acelerar esse processo.

É um fenômeno global o aumento da participação das despesas com alimentos preparados fora do lar no total das despesas com alimentos.

Apesar de desafios estruturais que marcaram o varejo nos períodos recentes, é crescente o interesse que o setor desperta em fundos e outras empresas do setor financeiro, trazendo investimentos diretos com compra de controle, investimentos diretos para expansão e participação em IPOs.

A situação particular e pontual de algumas empresas mais tradicionais de varejo e a inexplicável isenção tributária concedida para grupos internacionais atuando no varejo nacional, especialmente no setor de moda popular, fazem parte do cenário do copo meio vazio.

Nos últimos anos, cresceu a parcela de despesas com alimentos prontos e preparados fora do lar em relação aos que são comprados para serem preparados em casa.

Polarização política à parte, o cenário à frente para o consumo e o varejo pode ser encarado de forma bastante positiva. E são fatos, números e tendências que suportam essa análise.