Você sabia que uma das bebidas mais desejadas do mundo também é uma das mais antigas? Segundo os registros, foram os sumérios – antiga civilização do Sul da Mesopotâmia –, entre 3.500 e 3.100 a.C., que deram os primeiros passos para a fabricação da cerveja. É bem provável que a descoberta tenha ocorrido por acaso: quando algum pedaço de pão de centeio estragou e passou a apresentar um sabor diferente, fruto da fermentação alcoólica.
De lá para cá, as receitas da bebida foram aprimoradas e novos ingredientes, adicionados, inclusive o lúpulo – responsável pelas substâncias que conferem amargor e aroma à cerveja. Contudo, é por causa dessa antiga forma artesanal de fazer cerveja que o mercado anda bem aquecido. De acordo com a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), a categoria de cervejas artesanais tem crescido de forma bastante acelerada: em 2018, houve um aumento de 23% em volume de vendas, atingindo 167,4 milhões de litros, e há grandes expectativas para 2019 – a previsão é um avanço de 25% a 30% sobre esse volume.
Outro número bastante otimista do setor foi revelado pelos pesquisadores Eduardo Fernando Marcusso e Carlos Vitor Müller, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo eles, o Brasil fechou 2018 com 889 cervejarias, 210 a mais do que 2017. Dos 5.570 municípios brasileiros, 479 já possuem pelo menos uma cervejaria registrada.







