O comércio eletrônico brasileiro deve movimentar R$ 224,7 bilhões em 2025, alta de 10% em relação ao ano anterior, segundo dados da ABComm. O avanço reflete metas mais ousadas dos lojistas, que buscam canais de aquisição mais eficientes, escaláveis e com melhor controle de investimento. Nesse cenário, o marketing de afiliados tem ganhado protagonismo, consolidando-se como uma das frentes que mais crescem no país. Dados da Awin, uma das maiores plataformas globais do setor, apontam que os segmentos de varejo, D2C (Direct to Consumer), viagens, farmácia/cosméticos e moda lideraram o crescimento em volume de afiliados e conversões no primeiro semestre de 2025.
A alta reflete uma mudança no comportamento de consumo e nas estratégias das marcas. De um lado, os consumidores estão mais atentos a benefícios reais, como cupons, cashback e indicações de confiança feitas por criadores de conteúdo. De outro, os anunciantes buscam alternativas mais rentáveis e escaláveis à mídia paga tradicional — e encontram no marketing de afiliados um canal com alto poder de conversão. Esse movimento também transformou o perfil dos afiliados: antes dominado por grandes plataformas de desconto, o setor passou a incluir influenciadores, canais especializados em reviews, comparadores e newsletters focadas em curadoria. “Os afiliados que mais performam são os que agregam valor real à jornada de compra, mostram o produto e explicam como ele funciona, como usam e quanto é benéfico. Quando cashback e cupons se somam à recomendação qualificada e ao conteúdo relevante, o impacto é muito maior”, afirma Luiz Mansanaro, diretor da área de serviços dos anunciantes da Awin.
Por operar com base em performance, o marketing de afiliados permite que as marcas paguem apenas pelos resultados gerados, ou seja, o investimento está diretamente atrelado a geração de receita. Importante ressaltar que dentro deste canal, há veiculação de ofertas que impactam usuários que não estão na jornada de compra, sendo assim, o canal tem uma capacidade de geração de venda mais estratégica para o anunciante, já que há determinadas categorias em que o usuário não busca ativamente online. “Temos visto anunciantes migrando orçamento para o canal de afiliados porque percebem que é possível entregar valor real ao consumidor, seja com uma oferta exclusiva por meio de um criador de conteúdo, seja com um benefício direto via plataformas de cashback ou programas de fidelidade”, explica Luiz.






