
Quem não se lembra do comercial de O Boticário lançado há dois anos para o Dia dos Namorados? O filme surpreendeu os espectadores ao revelar que alguns dos presentes comprados na perfumaria eram destinados a casais homoafetivos. Naquele ano, enquanto as vendas do varejo para a data recuaram 5%, a empresa foi na contramão: suas vendas aumentaram 3%.
No Brasil, o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) ainda é subestimado pelo varejo. De acordo com a Out Leadership, associação internacional de empresas voltadas a esse seguimento de mercado, o potencial financeiro do público gay, no país, equivale a R$ 418,9 bilhões – 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Dados das Estatísticas do Registro Civil 2015, divulgadas no último mês de novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que, em relação a 2013, as uniões civis entre cônjuges do mesmo sexo aumentaram 51,7% no Brasil.
Os dados comprovam a urgência que os varejistas têm em se preparar para atender o público LGBT, que vai à procura de presentes neste Dia dos Namorados. Segundo a consultoria empresarial B-Side, para estenderem as vendas aos homossexuais, os comerciantes precisam repensar a abordagem de suas empresas. A consultoria realizou uma pesquisa sobre o tema, que apontou que 76% do público gay masculino dá prioridade a marcas que não têm medo de ousar nas publicidades. Mas de nada vale o investimento em comunicação se a empresa não demonstra efetivamente apoio à diversidade.





