O atual cenário do Brasil em relação ao varejo físico já está mais otimista. Considerando a diminuição significativa das restrições em relação à pandemia de Covid-19 por conta do avanço da vacinação, grande parte dos brasileiros já estão voltando às ruas para comprar. Porém, tudo isso acontece após um período complicado para os varejistas que viveram um abre-fecha intenso nos últimos anos. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados em setembro de 2021, quase 600 mil empresas fecharam as portas desde o início da pandemia. Nesses momentos de instabilidade, muitos encontraram no comércio on-line uma oportunidade para seguir com as vendas. Agora, a reflexão do momento é como atuar com o híbrido, misturando as vantagens do virtual no varejo presencial para oferecer qualidade máxima ao novo consumidor.
De acordo com o Índice de Performance do Varejo (IPV), organizado pelo HiPartners Capital & Work em parceria com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o fluxo de pessoas em lojas físicas cresceu 28% em fevereiro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2021. Especificamente nos shoppings centers, o aumento no movimento foi de 12%, considerando os mesmos períodos. E em termos de faturamento, os índices também são positivos: aumento de 28% nas lojas de rua e de 7% nos shoppings – também frente a fevereiro do ano passado, de acordo com dados da FX Data Intelligence, F360º e da Harmo.
Para Caio Camargo, diretor comercial da Linx, empresa especialista em tecnologia para o varejo, esse aquecimento precisa ser aproveitado de maneira inteligente pelo setor: “Embora os clientes estejam de fato mais adeptos para esse retorno às lojas físicas, a expectativa deles também ganhou proporções maiores. O comportamento do consumidor não é o mesmo do início de 2020, justamente por esse contato mais frequente com o digital durante a pandemia, com o crescimento exponencial de e-commerces e marketplaces. As pessoas passaram a comprar de forma mais conveniente e ágil por conta do virtual, e esperam encontrar um comércio presencial que ofereça o mesmo nível de conforto”. É consenso entre quem vende e quem compra que o fator experiência é ponto decisório para definir lucro e gasto. Um estudo da Opinion Box mostrou que 81% dos consumidores brasileiros gastam mais com empresas que oferecem uma ótima experiência, enquanto 88% dos profissionais de varejo que fizeram parte da pesquisa acham que os negócios que focam em experiência lucram mais.






