Em 2021, o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) trouxe condições menos vantajosas aos empresários do que as que foram praticadas em 2020. Naquela época, os empréstimos somaram R$ 37 bilhões, com uma taxa de juros de 1.25% ao ano mais Selic. Já em 2021, o valor disponibilizado foi de R$ 25 bilhões, com taxa de juros de 6% ao ano mais Selic.
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG), Frank Sinatra chama a atenção para o aumento das taxas de juros, sobretudo da Selic, que atualmente está em 5,25% ao ano, com previsão de encerrar 2021 em 7% ao ano. “Diante desse cenário, aqueles que pegaram empréstimo devem ter um bom planejamento. Com juros mais altos, é preciso organizar as finanças para conseguir honrar os compromissos e não prejudicar a saúde financeira dos negócios. Essa é minha grande preocupação e meu alerta para todos”, frisa Sinatra.
Ainda segundo o dirigente, é possível que boa parte dos empresários, por enquanto, não estejam percebendo esse impacto sobre o aumento das parcelas de pagamento, já que as operações podem estar no período de carência. “Mas é importante lembrar que isso significa somente que, no período de carência, não há o pagamento das parcelas, mas o saldo devedor está sendo corrigido pela taxa de juros contratada que, no caso do Pronampe, é a Taxa Selic mais 6% ao ano”, ressalta.






