A confiança do consumidor brasileiro se manteve praticamente estável em julho, com 91 pontos e, portanto, no campo do pessimismo. O índice é considerado otimista quando está acima dos 100 pontos. Novamente, notou-se otimismo entre o grupo com renda de R$ 1.559 a R$ 5.195. Contrapondo o grupo anterior, a confiança dos entrevistados com renda acima de R$ 5.195 até R$ 15.585 se manteve no campo pessimista.
Os dados são do Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em conjunto com a PiniOn. A pesquisa foi realizada com 1.676 pessoas, de todas as regiões do País. A percepção negativa das famílias em relação à sua situação financeira atual se mantém presente, e se reflete em menor disposição para aquisição de bens e itens de maior valor, como carro e casa, e bens duráveis, tais como geladeira e fogão.
O fim das restrições e a maior mobilidade social, além do aumento da ocupação, das injeções de recursos oriundos do saque do FGTS, da antecipação do 13º de aposentados e pensionistas e dos reajustes de salários do funcionalismo público estadual e municipal são os fatores que explicam o aumento da confiança em determinados grupos analisados, de acordo com o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa.






