Um estudo recente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) revelou que 69% das empresas concordam que a Inteligência Artificial se tornou prioridade na agenda de transformação digital para sua empresa em 2024. No entanto, a aplicação da inteligência artificial vai muito além da experiência do consumidor e da otimização de processos. Ela pode ser uma aliada para os varejistas na prevenção de autuações fiscais. Fabrício Tonegutti, advogado tributarista e diretor da Mix Fiscal, explica que a IA pode automatizar processos tributários complexos, como o cálculo de impostos, a aplicação correta das alíquotas e as classificações de informações fiscais. “Isso ajuda a evitar erros humanos, que são uma das principais causas de autuações fiscais no varejo”, diz.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o Brasil cria mais de 40 novas regras tributárias a cada dia útil. “Entre os principais benefícios de automatizar o processo de tributação de produtos, está a análise de mudanças legislativas em tempo real, ajustando regras tributárias de forma proativa para garantir conformidade e eficiência. Além disso, através da tecnologia há a otimização de processos de auditoria fiscal, priorizando automaticamente os itens que apresentam maior risco ou oportunidade de recuperação tributária”, orienta Tonegutti.
O especialista comenta que os sistemas inteligentes podem identificar padrões de comportamento que podem ser interpretados como infrações fiscais. “Por exemplo, a IA pode sinalizar inconsistências em lançamentos contábeis ou divergências em valores declarados, permitindo correções antes de uma possível auditoria. Outro lado positivo, a gestão de reprecificação, ajustando os preços de venda de acordo com os impactos tributários, preservando margens de lucro mesmo em cenários de alta complexidade fiscal”.






