As marcas próprias deixaram de ser vistas como versões genéricas de produtos tradicionais e hoje ocupam papel central na inovação, na diferenciação e na fidelização do consumidor. Atualmente, elas já representam 22% do mercado de bens de consumo nos Estados Unidos, 39% na Europa e 36% na Austrália, movimentando cerca de US$ 308 bilhões, €268 bilhões e A$46 bilhões em vendas, respectivamente, com crescimento consistente mesmo em cenários de inflação controlada. Esses dados fazem parte de um panorama exclusivo apresentado pela Circana, líder global em tecnologia, dados e análise do comportamento do consumidor, durante o Latam Retail Show 2025, evidenciando como décadas de investimento estratégico transformaram as marcas próprias em agentes fundamentais do varejo mundial.
Esse desempenho não pode ser reduzido a um simples movimento de “downtrading”, mas reflete um esforço consciente dos varejistas em oferecer produtos inovadores, sustentáveis, orientados por dados e desenhados para atender às expectativas dos consumidores modernos. A Circana destacou a evolução histórica dessas marcas, que passaram dos genéricos de baixo custo nos anos 1980, para cópias de marcas famosas nos anos 2000 e, em seguida, para o foco em desconto e penetração em 2008. Em 2012, tornaram-se essenciais para fidelização do consumidor e, em 2015, alcançaram diferenciação com segmentação e preços variados. Hoje, em 2025, estão na fase mais madura, marcada por foco no consumidor, obsessão estratégica, diferenciação única e suporte de dados robustos.
“As marcas próprias são hoje agentes estratégicos no setor de bens de consumo. O que vemos é um varejo cada vez mais focado em estratégia, baseado em dados e profundamente conectado ao consumidor. Isso se traduz em produtos de alta qualidade, que não apenas competem de igual para igual com marcas tradicionais, mas também lideram categorias que antes eram consideradas intocáveis”, afirma Daniel Morimoto, VP Latam da Circana.






