No Brasil, falar em sorvete ainda remete quase automaticamente a calor, praia e verão. Mas esse comportamento parece estar encontrando um novo caminho. É o que revela levantamento recente do Senai-SP. Segundo dados apresentados pelo estudo, o setor de sorvetes no país deve crescer 50% até 2033 e já reúne cerca de 16 mil empresas. Diante desse cenário, a indústria busca entender como ampliar os momentos de consumo e reduzir a dependência dos meses mais quentes.
Fora da alta temporada, o produto pode assumir outros significados para o consumidor, relacionados a prazer, indulgência, recompensa, memória afetiva e experiências sensoriais. Pesquisas da Kantar apontam que, mesmo em cenários econômicos desafiadores, os consumidores seguem valorizando produtos indulgentes e experiências associadas ao prazer, movimento que favorece categorias como doces, sobremesas e snacks premium.
Para Karine Karam, professora de comportamento do consumidor da ESPM e sócia da Markka Pesquisa, o sorvete é muito associado ao verão, mas o comportamento do consumidor mostra que a estação pode mudar a frequência de consumo. “Estudos recentes indicam que, no verão, atributos ligados à refrescância ganham importância, enquanto no inverno crescem as preferências por características associadas à indulgência, como cremosidade e riqueza de sabor. Isso ajuda a entender por que determinados alimentos não desaparecem necessariamente do repertório de consumo quando a temperatura cai: eles podem simplesmente assumir outra função”, comenta.






