O bom momento vivido pela economia brasileira em 2023, quando o país encerrou o ano próximo à situação de pleno emprego, causou um impacto direto sobre o perfil das mulheres no universo do empreendedorismo. Entre 2022 e o ano passado, o Brasil registrou um crescimento na participação feminina no contingente dos chamados empreendedores estabelecidos (com mais de 3,5 anos de empreendedorismo).
Esse quadro aponta para um aumento do volume de empreendedoras com maior maturidade e experiência na atividade empresarial. Por outro lado, houve uma queda de 4 pontos percentuais na proporção de empreendedoras entre os donos de negócio em estágio inicial (com até 3,5 anos de atividade). Os dados são da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), conduzida pela Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe), em parceria com o Sebrae.
Segundo o levantamento, embora os homens continuem liderando entre os empreendedores estabelecidos – eles são 65% do total –, houve um crescimento de aproximadamente 18% na proporção de empreendedoras estabelecidas quando comparado ao ano de 2022.






