No início de abril ouvimos a notícia da situação da Tupperware com a queda no valor das ações e a possibilidade de decretar falência com a falta de dinheiro para operar no mercado. Os especialistas apontaram algumas razões para explicar a posição atual da empresa como a falta de opções de canais de acesso aos produtos como varejo e a venda on-line, a desconexão de seus produtos com as novas gerações, a concorrência de produtos de baixo preço e a queda de números de seus revendedores.
O canal de venda direta é relevante no Brasil com enorme capilaridade em vários municípios e capacidade de geração de renda para muitas famílias. Segundo a ABEVD (Associação Brasileira de Venda Direta) o Brasil possui cerca de 3,5 milhões de empreendedores que compõem a força de vendas do canal. O faturamento do canal em 2022 atingiu cerca de R$ 45 bilhões e se configura entre os sete principais mercados do mundo. O mix de categorias do canal é dividido em: 52% de cosméticos e cuidados pessoais, 22% roupas e acessórios, 4% alimentos e bebidas, 3% livros e áudio, 3% livros e brinquedos, 3% produtos para casa, 3% saúde e nutrição, 3%telecomunicações, 2% limpeza da casa, 8% outros.
No contexto multicanal com as diversas opções à disposição dos clientes, muitas perguntas foram levantadas sobre o futuro do canal de venda direta para atender à jornada “phygital” do consumidor. O debate fica mais apimentado ao acompanhar a transformação de seu negócio feita pela Natura&Co, que vêm há anos implementando uma estratégia de digitalização dos seus canais, especialmente de suas consultoras que contam também com uma plataforma de serviços financeiros, denominado & CoPay em fase de teste no Brasil.







