Quando o assunto é moda, o brasileiro está cada vez mais preocupado com o consumo sustentável. 8 em cada 10 pessoas que responderam a uma pesquisa do Instituto Locomotiva para a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), divulgada neste ano, afirmaram que o critério de sustentabilidade é relevante na hora de adquirir roupas, calçados e acessórios. Esse pensamento vai ao encontro do que prega o movimento slow fashion (moda lenta, em tradução literal), que busca valorizar um processo produtivo mais cuidadoso, que utiliza matérias-primas sustentáveis para desenvolver peças mais duráveis e em menor escala.
“O conceito de slow fashion surgiu para atender ao consumidor responsável, preocupado com a produção em massa de artigos que, ainda que visualmente atrativos, são pouco duráveis e não agregam valor às economias locais. Esse movimento valoriza a produção local, promove sistemas produtivos mais transparentes e prioriza matérias-primas com maior durabilidade e que contribuem para a noção de circularidade, pois podem ser recicladas, reutilizadas ou reparadas. É a máxima do ‘menos é mais’”, explica Evandro Durli, CEO da Durlicouros.
Especializada em curtimento de couros wet blue, crust e acabado, a Durlicouros segue os preceitos do slow fashion em sua cadeia produtiva. A começar pelas características do próprio couro, que é natural, sustentável e renovável. A matéria-prima – a chamada “pele verde”, que se refere ao produto não curtido – é oriunda dos setores de carne e laticínios e seria um resíduo nocivo caso não fosse utilizada pelos curtumes na produção de couro com valor agregado.






