O varejo tem passado por um verdadeiro processo de transformação. O consumo pela internet cresceu e se estabeleceu como uma tendência mundial, mas, mesmo assim, comprar no comércio perto de casa continua como uma preferência dos brasileiros, segundo aponta a pesquisa Impactos da Mobilidade Urbana no Varejo, conduzida pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae.
O levantamento mostra que 77% dos consumidores de todas as capitais do país fazem a maior parte das suas compras perto das suas casas. “As pessoas priorizam cada vez mais o conforto, agilidade e as acessibilidades dos locais. Na questão da proximidade, importa quando você fala de compras de supermercado, restaurantes, lanchonetes, padaria e farmácia”, afirmou Daniel Sakamoto, gerente executivo da CNDL, no episódio #43 do Varejo S.A. Podcast.
Para o especialista em varejo Fred Rocha, que também participou do programa, esta proximidade do comércio com o lar dos consumidores é uma vantagem estratégica. “As cidades foram criadas porque as pessoas buscavam melhorias de vida, estar perto dos comércios, vender mais nos seus negócios, e por isso, se juntavam, criando as cidades. Porém de 40 anos para cá, as pessoas notaram que morar perto do comércio não impacta sua qualidade de vida e foram se distanciando dos locais mais movimentados. Atualmente, todos os bairros das grandes cidades são independentes. A tecnologia veio para acelerar esse processo e a pandemia mostrou para várias pessoas essa nova realidade”, explica.






